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Sepypes

Sepypes

 

Sepypes

Tripvision


01. Joachum Spieth - Decelerate
02. Earthen Sea - The present mist
03. Claudio PRC - Disteso (with Blazej Malinowski)
04. Artefakt - Tapestry
05. Abdulla Rashim - Proceeding to infinity
06. Jeff Mills - Outer space
07. Luigi tozzi - Wadjet (Wa Wu We´s 7th dimension & 1st dimension remix)
08. Nørbak - Gola
09. Claudio PRC - Nova
10. Joachim Spieth - Layer2
11. Optics - Empathy
12. Earthen Sea - Flats 1975
13. Reggy Van Oers - Pristine
14. Limo - Fluid Identity (Edit Select remix)
15. Arnaud Le Texier - Tribute to Max_M
16. Architectural - Cubismo 8.2
17. Sebastien Mullaert - Fusion (voices from yhe Lake remix)
18. Elle - Alatangana
19. Feral - Heruka 3
20. Mike Davis - Swan Song
21. Tin Man - Washing Acid

Bio

PT
Ainda Celorico de Basto era para muita gente a vila onde o Professor Marcelo presidia à Assembleia de Freguesia, quando se anunciou um festival naquelas coordenadas que se tornaria mítico.
Desconfiou-se que com tal cartaz seria provável que metade dos artistas não aparecessem, mas não só apareceram, como fizeram a festa. Chegou a haver uma segunda edição em 2002, com grandes actuações, mas acabaria por desaparecer o interesse no local e no formato.
Não será alheio a este evento o interesse de Sepypes pela electrónica, ele já gostava de música, mas o CBT fê-lo pensar noutras possibilidades, noutras latitudes.
Foi crescendo e alimentado a paixão, juntou-se à Marisa Martins e à Synopsys, e em 2010, perante uma paisagem techneira moribunda nas terras de Basto, resolveu pôr mãos à obra.
Em 2010 nascem as Trip Visions pela sua mão, que a cada edição vão ganhando preponderância, primeiro por Celorico de Basto, depois na região da bacia do rio Basto, e finalmente por todo o Norte. Cativados os inúmeros apreciadores de música electrónica da zona, o conceito começou a servir de modelo para outras bem sucedidas experiências Trás-os Montes fora, e Sepypes tornar-se-ia um impulsionador, não só do formato, mas sobretudo do techno escorreito e despretensioso que gosta de rodar. Música boa que lava a alma e nos deixa exaustos de tanto abanar.
Entretanto as suas Trip Visions já vão perto da centena e a maioria dos grandes nomes nacionais já por lá passaram. Sim, é bom ter grandes convidados, mas o melhor é saber recebê-los como o Sepypes faz. Deixa a noite rolar sem restrições nem pressões, sabendo que a música é um todo, e sobretudo, que educou o seu público para ter abertura para ouvir e dançar o que quer que seja, desde que tenha qualidade. É esse o grande trunfo das Trip, e é por isso que são adoradas por todos no meio: porque o Sepypes soube e sabe dirigir a noite, as noites, porque as escolhas a cada três semanas são consequentes, porque o Sepypes escolhe a música certa para hora certa, porque faz o que faz por amor à música e isso sente-se à distância. É isso que faz com seja o maior embaixador da música electrónica das Terras de Basto e mais além.

texto por Nuno Di Rosso