SPITBENDER
Spin
Label: Perf
Released: April 2026
Recorded: ARM5A
Mastered & Cut: Frédéric Alstadt
Artwork: Adriana João
EN
Always lurking amidst the underground Porto music scene is Spitbender, the most stable moniker of the ever-morphing Francisco Antão. Spin gathers a collection of tracks that demonstrate his experimentalism & coy sonic precision. Spitbender takes cues from Jungle & Hip Hop producers to create his own unique blend of Downtempo. What becomes clear throughout the album is the attention to detail: it is infused as much by Industrial's red-line spectra as it is by the dubplate logic of the Darkside Continuum, yet it does so at its own tripped out speed.
Spin begins with the laid-back but constantly shifting 'Global Overgroove'. Its breakbeat science moves in & out of DSP glitch-work & dub reflections. When its slinky bassline melody arrives, a certain dread sets in.
'Weyward Fold' drops into a driving, hard-edged chug, threaded with snippets of Malcolm X's disobedient pedagogy. The momentum carries into 'Headnod Doctor', where the bass distortion thickens & the cymbal circuit is overloaded, landing somewhere between Hip‑Hop grit & metal weight.
Side A ends with the downtempo roller 'Dogs and Moles (Skylurk Mix)'. The familiar break drifts into new territory, pulled along & wrapped in a slap-back echo. A quirky melody cuts through the haze, giving the track a fresh tilt. The mulch of the track forms a steady, unhurried pulse.
Spitbender's spacious atmospherics & groove-focused approach comes further into focus on 'Nothing Here But the Recordings'. Creating his own chapter in the book of Trip Hop, his minimalist touch is laid out in full.
'Force the Hand Ov Chance' pulls Boom Bap gently into dub mechanics, letting space do the heavy lifting. Its simplicity hides a deep pocket.
Returning to broken-up distortion, 'Mirrors of Flesh (Dub Mix)' finds Spitbender using the mixer as an instrument to push & pull the heavy drums of Benjamin Brejon [of Méchanosphere] alongside the voice of Rui intoning the title phrase.
Sitting between the album's two poles, 'Out Take Dub' fuses the clipped‑obsession timbres of Spin's heavier moments with its blissed out flow. Feedback & distortion are welcomed & drawn long.
In the end, Spin hits like a fully formed statement—lean, focused, & unmistakably Spitbender. Every track pushes its own angle, but together they land with a clarity that feels earned. It's a sharp marker in his trajectory, & it leaves a charge in the air.
(text taken from the bandcamp's description, only for the purpose of dissemination and sharing)
PT
Sempre à espreita nos subterrâneos da cena musical do Porto está Spitbender, o pseudónimo mais duradouro do sempre mutável Francisco Antão. Spin reúne uma coleção de faixas que demonstram o seu experimentalismo e a sua precisão sonora subtil. Inspirando-se em produtores de Jungle e Hip Hop, Spitbender cria a sua própria fusão singular de Downtempo. O que se torna evidente ao longo do álbum é a atenção ao detalhe: a sua sonoridade é tão marcada pelos espectros extremos do Industrial como pela lógica dos dubplates do Darkside Continuum, mas segue sempre um ritmo psicadélico muito próprio.
Spin abre com a descontraída, mas em constante mutação, "Global Overgroove". A sua ciência breakbeat oscila entre glitches de processamento digital (DSP) e reflexos dub. Quando surge a sinuosa linha melódica de baixo, instala-se uma sensação subtil de inquietação.
"Weyward Fold" mergulha num andamento impulsionador e cortante, entrelaçado com excertos da pedagogia insubmissa de Malcolm X. Esse impulso prolonga-se em "Headnod Doctor", onde a distorção do baixo ganha espessura e o circuito dos pratos parece entrar em sobrecarga, situando-se algures entre a aspereza do Hip Hop e o peso do metal.
O lado A encerra com o tema downtempo "Dogs and Moles (Skylurk Mix)". O break familiar deriva para novos territórios, arrastado e envolvido por um eco slapback. Uma melodia peculiar atravessa a névoa, conferindo à faixa uma nova inclinação. A textura densa da composição estabelece uma pulsação constante e descomprometida.
As atmosferas amplas e a abordagem centrada no groove de Spitbender ganham ainda mais destaque em "Nothing Here But the Recordings". Criando o seu próprio capítulo na história do Trip Hop, revela por completo o seu toque minimalista.
"Force the Hand Ov Chance" aproxima suavemente o Boom Bap da mecânica dub, deixando que o espaço faça grande parte do trabalho. A sua aparente simplicidade esconde um groove profundamente envolvente.
Regressando à distorção fragmentada, "Mirrors of Flesh (Dub Mix)" mostra Spitbender a usar a mesa de mistura como instrumento, manipulando o peso da bateria de Benjamin Brejon (dos Méchanosphere) em diálogo com a voz de Rui, que entoa a frase que dá título ao tema.
Situada entre os dois polos do álbum, "Out Take Dub" funde os timbres obsessivamente recortados dos momentos mais pesados de Spin com o seu fluxo etéreo. O feedback e a distorção são acolhidos e prolongados até ao limite.
No final, Spin afirma-se como uma obra plenamente conseguida — concisa, focada e inconfundivelmente Spitbender. Cada faixa explora uma direção própria, mas, em conjunto, convergem numa clareza que se sente conquistada. É um marco firme no percurso do artista e deixa uma energia persistente no ar.
(texto retitrado da descrição no bandcamp, apenas com o intuito de divulgação e partilha)